Wednesday, September 24, 2008

Prevenção e Saneamento básico p/evitar doenças


... e mortalidade infantil.


O texto postado abaixo, comunga com minha visão sobre prevenção de doenças e uso de vacinas, ou seja, que os governos deveriam investir em saneamento básico como fator preponderante de prevenção da saúde e não fazendo o contrário, investindo milhões em vacinação em massa, como uma forma agressiva e invasiva de evitar a doença.

Alegam que a vacinação é necessária para evitar doenças, quando sabe-se que o tratamento de esgotos inexistente e o uso de água contaminada são berços da proliferação de agentes causadores de diárréia, cólera, tifo e poliomelite. Enquanto essa situação precária persistir no País, como podem dizer que "as doenças estão controladas e as vacinas são responsáveis por eliminar as doenças"? Será que os governos não investem em saneamento básico para a população porque não é uma obra grandiosa e nem atrai manchetes de uma forma sensacionalista, como por exemplo, perfurar o solo atrás de petróleo?

É assunto para pensar quando formos às urnas escolher nossos futuros governantes...


Falta de saneamento gera maior número de doenças

O Brasil apresenta uma triste estatística relacionada à falta de coleta e tratamento de esgoto.
Mais de 95 milhões de brasileiros não possuem rede de coleta de esgoto sanitário e 40 milhões utilizam fossas sépticas.
Nas zonas rurais, a coleta atinge apenas 4% da população
.
A consequência deste descaso das autoridades nas três esferas de poder (federal, estadual e municipal), principalmente nas periferias das grandes cidades do País, é o consumo de águas contaminadas pelos moradores e alta mortalidade de crianças, sobretudo até os cinco anos de idade.

O Presidente da Sociedade Brasileira de Parasitologia, Carlos Graeff Teixeira, destaca que o grande problema do Brasil em função da falta de investimentos nesta área são os casos de diarréia que proliferam em áreas sem saneamento básico. "São 210 crianças que morrem todo o mês em decorrência da doença, o que é uma vergonha".
Segundo ele, 80% do esgoto produzido no País não recebe nenhum tipo de tratamento e é despejado em lagos, rios mares e mananciais.

Para o presidente do Instituto Trata Brasil, Luiz Fernando Felli, sensibilizar a população sobre a importância e o direito de acesso à coleta e o tratamento do resíduo é fundamental.
A ONG realiza palestras com os moradores para organizar um planejamento e cobrar do poder público a aplicação de verba no setor. "O País só tem a ganhar com a aplicação de recursos em saneamento. A cada R$ 1,00 investido, o governo federal economizaria R$ 4,00 em gastos com saúde", explicou.

Além da diarréia, doenças como a cólera, tifo e poliomielite proliferam em águas contaminadas ou sem tratamento de esgoto.

Aproximadamente 40 milhões de pessoas que vivem na periferia das grandes cidades brasileiras bebem água de péssima qualidade. Nestes locais, além de não ter água potável, as moradias são precárias, a coleta de lixo não é realizada e não há rede de esgoto.
O alerta é do coordenador do Programa Água para a Vida da WWF-Brasil, Samuel Barreto: "Não adianta pensar o saneamento básico descolado de uma política de desenvolvimento, de ordenamento territorail, de habitação e de renda". O representante da entidade diz que as pessoas precisam morar e precisam de água. "Essa água será procurada em qualquer lugar", comentou.
Segundo ele, como no Brasil não são feitos investimentos em saneamento básico, o País não conseguirá cumprir algumas das Oito Metas do Milênio propostas pela ONU, que prevêem a redução pela metade - até 2015 - da proporção de pessoas que não têm acesso à água potável e ao tratamento de esgoto.

"A crise do setor é uma crise dos pobres", destacou. Na opinião de Barreto, "a classe política ainda não entendeu que água limpa e saneamento são os mais eficientes remédios preventivos para reduzir a mortalidade infantil no País".
BRAVO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
*********************************

O Brasil possui 12% das reservas de água doce no mundo, mas ainda enfrenta problemas por não ter implantado uma política de uso racional e sustentávelç dos recursos hídricos. "Em 11 estados, menos da metade dos domicílios são atendidos por rede coletora de esgoto e 80% do que é recolhido é lançado sem tratamento em rios e lagos".

Resumo baseado em matéria publicada no Jornal do Comércio, em novembro de 2007.

3 comments:

May said...

É "indignante" ler isso! O q podemos fazer prá tentar mudar essa situação?

Vera Falcão said...

Oi, may, acho que a única maneira que nós, povo, temos ao nosso alcance é escolher melhor nossos governantes... ou divulgar cada vez mais essas barbaridades, bater sempre na mesma tecla pois dizem que água mole em pedra dura... quem sabe alguém cria vergonha na cara e decide solucionar o problema na sua base.

Serviços de desentupimento said...

Este é um assunto muito sério e espero que muitos de nós lê este. Obrigado por compartilhar.